Arquivo da categoria: Cultura

O preço

Por Abner Phillip

É muito comum ouvirmos alguém dizer que a vida é uma só e por isso deve ser vivida com toda intensidade possível. E com essa filosofia, são desperdiçados anos preciosos pois geralmente a intensidade de viver a vida é confundida com libertinagem, hedonismo e irresponsabilidade.  Existe uma música do Paulinho Moska que faz a seguinte pergunta: “O que você faria se só te restasse um dia?”. Certamente as respostas de muitos seriam iguais à letra da canção, onde tenta-se livrar das rotinas e recatos, para curtir com os prazeres que a carnalidade proporciona. LEIA MAIS

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Jesus, pastor de pessoas e não de consumidores

Jesus amou e morreu por pessoas. Jesus ressuscitou por pessoas. Ele deu sua vida em resgate de homens e mulheres que estavam perdidos em seus próprios delitos e pecados. Compadeceu-se de homens e mulheres que estavam condenados à morte por suas transgressões. Cristo amou e se entregou em sacrifício na cruz por causa da rebeldia e da desistência humana de andar, comungar e obedecer ao Criador. O Filho de Deus doou a vida eterna a pessoas que o receberam como Senhor e Salvador. No mistério e profundidade de sua graça, ele nos olhou como pessoas e ovelhas, dando-nos vida – e vida em abundância. Leia mais

As 10 lições que o filme “Os Vingadores” podem ensinar à Igreja

Os Vingadores

 

Aproveitando o sucesso do filme “Os Vingadores”, o pastor Greg Stier, que trabalha com jovens e lidera o ministério de evangelismo “Ouse compartilhar”, escreveu um breve estudo para o The Christian Post com objetivo de causar reflexão sobre como o trabalho em conjunto pode levar a igreja a vencer sempre.

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A história do Natal numa perspectiva subversiva

Natal é a história de um Deus que Se esvazia, abre mão de Sua glória, para sair ao encontro de Sua criatura extraviada.

Nesta época do ano, muitos textos são usados como base para os sermões natalinos. Amo todos eles. Gosto dos detalhes oferecidos por Lucas. Aprecio a ponte que Mateus faz entre os acontecimentos e as profecias. Inspiro-me na ousadia de João ao expor a origem divina e atemporal do Messias. Mas para mim, o texto que melhor revela o propósito do Natal foi escrito por Paulo e está registrado em Filipenses, capítulo 2.

Paulo não se atém ao significado da encarnação de Cristo para os homens, mas aborda o seu significado para o próprio Cristo.
De acordo com o apóstolo, devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”(v.5). A partir desta admoestação, Paulo nos abre um leque e nos descortina o que representou tal experiência para Jesus.
1 – “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus…” – Para nos redimir, Cristo teve que tomar a contramão. O pecado inaugural foi ceder ao apelo da serpente, que dizia: “Sereis como Deus…” (Gn.3:5b). Para reverter isso, Jesus teve que recapitular a mesma história, embora em cenários diferentes. Diferente do primeiro homem, Ele não usurpou ser igual a Deus, ainda que fosse “em forma de Deus”. Em vez de agir com autonomia, Ele preferiu colocar-Se numa posição de total dependência do Pai, obedecendo-O em tudo (Jo.8:28-29; 12:49).
2 – “…mas a si mesmo se esvaziou…” – Lá estava Ele, deitado numa manjedoura, chorando como um bebê qualquer. Deus vazio! Deixou Seu trono de glória para hospedar-Se por nove meses no ventre de uma mulher. O Deus Onipresente confinado e protegido numa placenta, nadando no líquido amniótico. O Criador dos buracos negros, das passagens dimensionais existentes no Cosmos, teve que passar pela mesma fresta apertada por onde todo ser humano passa num parto natural. O ambiente em que nascera era fétido, sem as mínimas condições higiênicas que oferecessem conforto e segurança, tanto à parturiente, quanto ao recém-nascido. Em vez de cânticos angelicais, o que se ouviu foi o barulho característico dos animais que ali eram guardados. O Deus que fez os céus e a terra, e que mantém cada partícula do Universo pela Palavra do Seu poder, agora estava ali, frágil, vulnerável, inaugurando Seus pulmões com um choro estridente. Quem deve ter dado aquela palmada básica no bumbum do menino Deus? Não havia nenhum obstetra de plantão em Belém! Nem mesmo uma parteira experiente. É plausível acreditar que o próprio José tenha feito o trabalho, aparando o menino.
3 – “…tomando a forma de servo…” – Jesus Se identificou com as camadas mais pobres da sociedade. Embora pertencente a uma estirpe real (por isso era chamado “Filho de Davi”), teve que trabalhar desde cedo, aprendendo o ofício de Seu pai adotivo. Aquele que modelou as montanhas e os vales da Terra, que plantou as grandes florestas tropicais, agora tinha que aprender a arte da carpintaria.
4 – “…fazendo-se semelhante aos homens…”– Ele não era um embuste. Era 100% humano (embora em Sua essência fosse 100% Deus). Por isso, teve fome e sede, como demonstrado na tentação no deserto (Mt. 4). Se não fosse assim, Sua cruz seria uma encenação, e Sua morte teria sido a maior trapaça de que se tem notícia. A única coisa que O diferenciava dos demais humanos era o fato de jamais ter pecado (Hb.4:15).
5 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo…” – Do Trono Celestial para o ventre de Maria. Do ventre para a manjedoura. Da manjedoura para a vida serviçal. De lá para o deserto. Do deserto para as ruas empoeiradas dos subúrbios da Galiléia. Sua próxima escala antes da Cruz seria a bacia. Numa atitude inusitada, Jesus toma uma bacia e uma toalha, despe-Se aos olhos dos Seus discípulos, e lava-lhes os pés. Aquela era uma tarefa para os escravos. Aquele que criara os oceanos, e projetara as mais lindas praias, agora usava uma bacia rasa para banhar os pés calejados dos Seus discípulos. Antes que as autoridades judias e romanas O humilhassem publicamente, Ele humilhou-Se a Si mesmo.
6 – “…sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” – Sua próxima parada seria um jardim. Um cenário bem parecido com aquele em que o primeiro homem preferiu rebelar-se contra o seu Criador. Jesus, o segundo Adão, tinha a oportunidade de reverter a maldição, obedecendo a Deus até as últimas conseqüências, abrindo mão de Sua própria vida. A atenção do Universo se voltou para aquele lugar. Era o momento decisivo. Jesus sofreria Sua última tentação. Enquanto Seus discípulos dormiam, deu-se o embate mais importante da história do Cosmos. O destino de cada partícula subatômica dependia do resultado desse embate. Os pássaros silenciaram-se. O vento aquietou-se. Os anjos prenderam a respiração. Suspense! Jesus pondera e apela: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Os anjos engoliram a seco. E agora? Deixem que o Filho de Deus complemente Seu pedido: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26:39). Onde o homem falhou, o Novo Homem venceu. O caminho da redenção estava aberto. O cosmos respirou aliviado. O que já houvera sido decidido na Eternidade, agora encontrou eco dentro do tempo e do espaço. A obediência de um reverteu para sempre o efeito causado pela desobediência de outro (Rm.5:19).
7 – “Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”(vv.9-11). Percebe que Paulo omite a ressurreição e a ascensão de Cristo? Da Cruz, ele vai direto para a exaltação. Por que? Alguém poderá dizer que aqui estão subentendidos tanto a ressurreição, quanto a ascensão. Pode ser que sim. Mas prefiro acreditar que Paulo percebeu que a exaltação de Cristo Se deu na Cruz. Não estou diminuindo o peso da ressurreição. Apenas demonstrando que o que deveria ser considerado vergonhoso, Deus declarou como o mais glorioso evento da História. Foi lá no madeiro que Deus fez convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão terra (Ef.1:10; Cl.1:20). Foi também lá que Ele triunfou e despojou os principados e potestades, expondo-os publicamente ao desprezo (Cl.2:15). Foi na Cruz que Deus O exaltou! Sua ressurreição e ascensão são conseqüência desta exaltação. Mesmo em Seu corpo glorioso, as cicatrizes dos cravos são mantidas. E não duvido que abaixo da coroa de glória, ainda se vêem as cicatrizes deixadas pela coroa de espinho. Essa é a Sua glória! Quando Jesus pediu ao Pai que lhe restituísse a glória que tinha antes da fundação do mundo, Ele estava falando da glória da Cruz, pois o Cordeiro foi morto antes dos tempos eternos. A Cruz não foi um acidente de percurso. A Cruz é eterna! Por isso, na visão de João em Apocalipse, o trono de Deus é ocupado por um Cordeiro “como tendo sido morto”.

É na Cruz que o tempo e a eternidade se cruzam. O Cronos e o Kairós contraem matrimônio. Do ponto de vista histórico, não se pode dissociar a cruz da manjedoura. Aqueles que afirmam que não devemos celebrar o Natal de Jesus, mas unicamente a Sua morte, estão cometendo um grande engano. Ser inimigo da manjedoura é também ser inimigo da Cruz (Fp.3:18).
Feliz Natal a todos que o celebram com o mesmo sentimento que houve em Cristo.
Belíssimo texto de


Chinesa de 2 anos é atropelada por Van – e ignorada por pedestres

Notícia via O Buteco da Net
Reflexão de Abner Phillip

Uma cena, ocorrida na última semana, na Província de Guangdong, China, deixou todo o mundo estarrecido. Uma garota de 2 anos foi atropelada por duas vans e, acreditem, dezoito pessoas – você não leu errado – dezoito pessoas passaram pelo local com total e absurda indiferença.

As imagens da câmera de segurança foram entregues à polícia, que já identificou os motoristas e os transeuntes.

Após a pequena Yue Yue ser atropelada pela primeira van, algumas pessoas que passaram pela rua trataram a cena com assustadora indiferença. Minutos depois, um segundo carro também passa por cima da menina.

Depois de longos sete minutos, um catador de lixo a socorre. Ele tirou a menina do meio da rua e gritou por socorro, chamando a atenção da mãe.

Conforme fui assistindo a cada segundo de vídeo, pude sentir um pouco do que Deus sentiu ao ver Cristo sendo castigado e crucificado com tanta crueldade. Senti uma vontade imensa de abraçar forte meu filho, um pouco mais velho que Yue Yue, e ter em meus braços meu bebê que ainda nem nasceu. Me compadeci pelo sofrimento daqueles pais que perderam sua filha.

Lembrei novamente do sentimento de Deus e por um instante pequei, pensando no porque dele não ter agido naquele momento. Logo me arrependi de meus pensamentos maus e concluí que, assim como eu e os pais da criança, Deus estava imensamente triste, pois há milhares de anos tem falado constantemente ao coração da humanidade, que por sua vez, prefere ouvir a voz do mal ou mesmo de seu próprio eu.

O que mais me impressiona é que todas aquelas pessoas que passaram como fariseus ao lado do samaritano, inclusive os motoristas causadores da morte de Yue Yue são amados incondicionalmente pelo Eterno, que perdoa. Cristo morreu por todos e a salvação está para eles também.

Concluí então que, se eu quiser ser verdadeiramente um Cristão, preciso me aperfeiçoar muito, tornar-me mais parecido com Cristo, pois ao contrário de Deus, não consegui sentir nada além de nojo e desprezo por aquelas pessoas. Que a misericórdia dEle seja sobre mim também, pois sei que agindo assim acabo me tornando igual àqueles que condeno.

Soli Deo Gloria

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