Por Abner Phillip
É muito comum ouvirmos alguém dizer que a vida é uma só e por isso deve ser vivida com toda intensidade possível. E com essa filosofia, são desperdiçados anos preciosos pois geralmente a intensidade de viver a vida é confundida com libertinagem, hedonismo e irresponsabilidade. Existe uma música do Paulinho Moska que faz a seguinte pergunta: “O que você faria se só te restasse um dia?”. Certamente as respostas de muitos seriam iguais à letra da canção, onde tenta-se livrar das rotinas e recatos, para curtir com os prazeres que a carnalidade proporciona.
Muitas vezes somente quando chegamos ao final da estrada e olhamos para tudo o que vivemos é que percebemos que enquanto achávamos que estávamos aproveitando a vida, na verdade estávamos nos enganando e acabamos inconsolados, como o insensato que construiu sua casa sobre a areia e a viu em ruínas após a tempestade (Mateus 7:26-27).
E neste momento, o preço a se pagar é muito alto. Bem maior do que uma vida de renúncias. Bem maior do que alguns anos fugindo do pecado. Nessa hora já é tarde demais. O tempo está acabando e aquele que veio e pagou um alto preço para que tivéssemos vida em abundância está voltando para levar aqueles que enxergaram que viver com plenitude e ter liberdade não significa jogar no lixo o maior presente que Deus nos deu, a vida eterna.
Tem uma música que gosto muito, chama-se “O preço”. É dos Engenheiros do Hawaii e fala exatamente sobre isso. Seja razoável e reflita na essência da poesia em forma de canção.
Soli Deo Gloria.