Rá-tim-bum e lendas “internéticas”. A verdade sobre as comemorações Cristãs

Ano passado recebi um e-mail diversas vezes. Logo percebi que era mais uma dessas correntes ridículas que circulam pela internet. Nele dizia que quando cantamos o “Parabéns pra você” estamos amaldiçoando o aniversariante, pois o termo “Rá-tim-bum” é uma espécie de conjuração cabalística que traz toda sorte de desgraças ao pobre coitado do cara que está ficando mais velho.

Para fúria da minha amiga que me mandou o e-mail, e com a intenção de provocar incômodo na galera lá da IBG, eu elaborei uma resposta que explica sobre a lenda e mais, ainda expus todas as práticas pagãs herdadas lá dos “irmãos” romanos que praticamos sem nem ter ideia de sua origem.

Seja razoável e confira o texto se tiver coragem:

A própria comemoração do aniversário é de origem pagã. Não se sabe ao certo quando teve inicio, mas na Bíblia, as duas únicas vezes que são mencionadas festas de aniversário, acabam em morte. A primeira, do rei Belsazar, (Daniel 5) onde uma mão aparece e escreve a profecia de Ezequiel condenando-o por profanar o templo. A segunda, no Novo Testamento (Mateus 14), contando sobre a festa de aniversário de Herodes, que resultou na morte de João Batista, ou seja, o povo de Deus não comemorava aniversário.

Por sua vez, os elementos utilizados no aniversário, também são de origens pagãs. O bolo seria uma oferta à deusa Àrtemis, da fertilidade, a vela representa o incenso que era queimado para levar aos deuses os desejos de saúde e prosperidade.

De acordo com o historiador Pedro Paulo Funari, da Universidade Estadual de Campinas: “Os romanos não apenas comemoravam o dia do nascimento como tinham um nome para a festa: dies sollemnis natalis”

E mais! Temos elementos pagãos não só a comemoração do aniversário, mas com os ovos de páscoa, que surgiram nas antigas culturas pagãs (não tinha relação nenhuma com a páscoa dos judeus ou a ressurreição de Cristo) do leste europeu e, depois, no Concílio de Nicéia foi considerado pela Igreja Católica elemento da religião Cristã. A propósito, o Natal também é uma mistura da religião idólatra romana com o cristianismo feita pela Igreja Católica Romana. No dia 25 de dezembro, comemorava-se o dia de Mitra, com o solstício de inverno (o dia mais curto do ano). Enfim, para evitar atritos entre os cristãos e os pagãos, o imperador romano Constantino, convertido ao catolicismo, lá pelo século IV depois de Cristo (se nao me falha a memória), fez um “acordo” do tipo “a gente comemora seu Deus no dia do nosso, e fica tudo bem”.

Quanto à arvore de natal, quem me conhece sabe que há anos (desde que estudei antropologia cultural) eu venho batendo na mesma tecla (apesar do desprezo de muitos irmãos em relação a esse assunto). Sua origem remete à cultura celta. Diz a lenda que em uma aldeia, um jovem se perdeu na floresta e sua mãe, pendurava nos pinheiros velas, (claro, naquela época não tinha pisca-pisca) para orientar seu espírito até de volta a casa. Outra lenda diz que foi no Egito que se originou, mas essa eu nao conheço profundamente.

Enfim, usamos ingenuamente hábitos de outras culturas, e até outras religiões diariamente em nossos trabalhos e nossos lares sem que percebamos. Enxergar isso é importante para reafirmar que as verdades são relativas a cada indivíduo, de acordo com cada cultura. É importante para refletirmos o quanto somos desconhecedores da religião que praticamos e dos rituais que usamos em nossos costumes.

Bom eu teria muito mais para falar ainda, sobre o carnaval, céu e inferno e sobre a estrela que guiou os magos até Jesus (que por sinal deu confusão quando eu disse na igreja que foi  satanás quem a colocou e não Deus.), mas fica pra uma outra hora. Temos muitos posts pela frente.

Um abraço e não se esqueçam da única verdade absoluta que existe: só há a salvação por meio de Jesus (agora se você não acredita em Jesus, isso deixa de ser verdade pra você, mas eu não recomendo pagar pra ver).

Mat. 6:24 “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”

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Sobre Abner Phillip

Servo de Deus, marido, pai, designer, publicitário, blogueiro, músico e gerente de e-commerce nas horas vagas. Inconformado com o mundo, revoltado com o rumo que tem tomado a Igreja evangélica.

Publicado em 30/07/2010, em Cultura, Heresias. Adicione o link aos favoritos. 10 Comentários.

  1. Keila Eller

    Continue escrevendo. Que a verdade seja dita.

  2. Fala meu camarada!!
    Já recebi vários emails ra-tim-bum-nianos, e até já vi uma pessoa interromper uma festa de aniversário de uma criança para contar essa história…

    Mas é isso ae, temos q fazer nossa parte para divulgar o conhecimento da Verdade que Liberta.

    Grande abraço e fique na Paz!!

    Jaderson
    http://cristaojovem.wordpress.com/

  3. Oi, Abner!
    Gostei muito do site, espero que tenha sucesso em sua empreitada!
    Lembrando que no Livro de Ester, segundo a tradição rabínica, o rei Assuero também estava comemorando seu aniversário quando mandou chamar Vasti e ela, a primeira feminista da história, se recusou a ir. O negócio também acabou em morte, mas na morte do malvado Hamã! Era pra ter sido o extermínio de todos os judeus da Persia, mas Elohim livrou seu povo (de novo) com mão forte e braço estendido.
    Continue escrevendo sobre a Palavra, ela é viva e eficaz para trazer transformações profundas aos que a ela se submetem.
    Grande abraço!

  4. Verdade Dianni, em Ester também tem uma “festa de aniversário”. Valeu pela dica!!!

  5. Willibaldo

    Interessante sim a percepção da permanência de tradições pagãs na cultura cristã, porém, você não falou do assunto “central” que acabou sendo ignorado, que é justamente o termo “rá-tim-bum”. Com certeza não são essas coisas (tradições) as mais importantes a serem tratadas na igreja, e sim Jesus. Acabou permanecendo, porém, a dúvida quanto a origem do termo. Dou a dica de procurar não deixar o texto tão aberto a dúvidas…aproveite que é uma produção textual para completá-lo com a pesquisa necessária para confirmação dos detalhes (como séculos), e explicar mais claramente estes (como o “acordo” de Constantino que se referiu). O título me pareceu muito inadequado, já que é apenas a segunda parte do título que o texto trabalha, utilizando do primeiro assunto do título apenas como introdução.

  6. Concordo, faltou falar mais sobre o Rá-tim-bum. A questão é que usei apenas como gatilho para o objetivo principal, que é argumentar a respeito do desconhecimento de nossas práticas culturais e religiosas, mas será feito o update. Obrigado por participar!

  7. Marcio Moreira da Silva

    Gostaria e preciso muito saber sobre a mensagem que você deixou :

    “Bom eu teria muito mais para falar ainda, sobre o carnaval, céu e inferno e sobre a estrela que guiou os magos até Jesus (que por sinal deu confusão quando eu disse na igreja que foi satanás quem a colocou e não Deus.), mas fica pra uma outra hora. Temos muitos posts pela frente.”

    Tenho descoberto muitas coisas pagãs em nosso meio blasfemando o caminho da verdade e tem coisas que você mencionou que eu ainda não consegui me aprofundar. Poderia me ajudar?

  8. Olá Marcio,
    É ótimo que você se sinta incomodado com certas situações incorporada ao cristianismo. Muitas vezes as pessoas se contentam com uma vida cristã superficial e não prestam atenção a fatores extremamente importantes. Farei um texto complementar onde colocarei alguns pontos importantes a respeito de como temos sido enganados por tanto tempo. Será que é apenas relaxo nosso, em não querer aprofundar no conhecimento, ou porque convém à liderança eclesiástica, estabelecer cabrestos sem nenhuma base bíblica enquanto assuntos realmente importantes são deixados de lado?
    Abraço!

  9. Pedro Conde

    ok, beleza, mas por favor, não cheguemos ao cúmulo de parar de comemorar natal, ano novo, páscoa ou aniversário só por que a origem destas festas ou algo relacionado à elas é pagã, seria estremismo religioso, e algo sem futuro também, uma vez que a fé funciona para os dois lados.
    por exemplo:
    se eu fosse um cara que pouco se importa com os outros e que faria barrabás se sentir um presbítero da assembléia, e pedisse que deus me abençoasse e me perdoasse (mas sem realmente estar arrependido, só estivesse fazendo isso porque todos ao meu redor estão fazendo), Deus me daria o que peço? e lógico que não.
    uma vez tive a oportunidade de conversar com um integrante de umbanda e o mesmo me disse que ao fazer algum trabalho, você tem que ter certeza absoluta de que aquilo vai funcionar, que vai dar certo, tem que querer que aquilo aconteça, se não, não acontece (não é algo parecido com a fé?)
    Então por que cargas d’água eu deveria achar que ao dizer rá-tim-bum eu estou trazendo maldições pro coitado do aniversariante? se o que eu tenho um mim são desejos de felicidades.
    tudo bem que a origem foi no paganismo, mas se pararmos para pensar, todos nós também não viemos do paganismo, exceto por poucos que nasceram em lares cristãos e jamais se desviaram? ou será que é impossível transformar uma festa pagã em cristã? pois se isso for verdade, é melhor parar dee dizer que Deus é onipotente… não acham?

  10. Olá Pedro, obrigado pelo comentário! Longe de mim querer impor essas mudanças culturais. Meu objetivo é levar as pessoas à reflexão de que nem tudo o que demonizamos, enquanto crentes, é errado e várias coisas que consideramos comuns vieram “do outro lado”.

    Grande abraço!

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